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ESTRUTURA FÍSICA DO BARRACÃO NO ANGOLA

O barracão da nação Angola recebe dentro do culto o nome de INZO (nzo) (também SENZALA) – O termo Inzo é oriundo da língua Kimbundu, no dialeto umbundu, e quer dizer CASA ou TERREIRO.

Divide-se em várias partes rituais e outras litúrgicas, com nomes próprios do culto Angola, como veremos a seguir:

v SAMBILÈ – Espaço na casa onde se fazem os rituais públicos e danças ritualísticas, etc (Barracão)

v ANGOMI DUILO – Cumeeira

v LAMBURU – Chão da casa

v INZO PAMBUNJILA – Casa de Exu

v LEMBACI – quarto destinado aos santos do zelador, junto com o santo do primeiro ogã e da primeira ekeji.

v KASSIMBA – poço

v INDEMBURO - runkò

v INZO JAWÀ – Casa do agbo onde ficam os porrões de agbo dos filhos.

v PAGODÒ ou KATUJI – banheiro (baluwé)

v INZO KITEMBU – Casa de Tempo

v INZO YOMBETÀ – casa dos numbes (eguns)

v INZO KALUNGOME – Casa dos santos de pais de santo mortos, também Oxalá e Xangô dos filhos. (ILE IGBOSAIN) fica situado em locais mais isolados da roça.

v JUREMA ou ALDEIA – Local dos assentos dos caboclos

v INZO MUZAMBÚ - Quarto preparado para o jogo de búzios.
v INZO KASSUBENKA ou GONZEMO – Quarto dos assentamentos dos filhos da casa

v PEPELE – Local dos ngoma (atabaques).

v NGOMA: Conjunto dos 3 atabaques. Rum = ngoma; rumpi = ajeongoma; lé = gonguê

v Moedas para o culto têm que ter figura humana. É louvada uma figura de egun. É energizada (antigamente se plantava no chão um cadáver (de inimigo no Angola, de parente no complexo iorubá)

v Xangô deve ser alimentado no meio do barracão. Ele é também dono da cumeeira, e deve pegar as forças de cima e de baixo.

v Ketu planta Tetun; Jeje, Intoto; Angola, ver na apostila (são 3)

v Planta-se energias ligadas ao dono da terra, Kavungo.

v O oxu (vulgarmente chamado adôxo) no Ketu = Kuntunda (Angola) = Afexun (Jeje)

v A comida dos orixás se serve fria, porém a comida de Xangô se serve morna, e a de Baru quente.

v Dizer que Xangô abandona o filho quando morre porque tem medo da morte é lenda. Xangô não gosta de frio, por isso se afasta.

v Só se coloca na cumeeira Oxalá, Xangô, Oxun, Yemojá.

v Não se coloca santo de cabeça na cumeeira. Se por exemplo for de Xangô com Yemanjá coloca Oxalá e Oxum. Pelo arquétipo escolhe os santos que vão para a cumeeira. Por exemplo, se for regido pelos 4, escolhe qualidades diferentes. Pessoa de Lemba + Danda que carrega Zazi e Kaiala, coloca uma outra qualidade, nos caminhos de Airá (Osi e Bonã), no Angola Luango e Luvango.

v Angomi Duilo é o equilíbrio com o Lamburu.

v chão leva as 16 favas dos orixás, e as demais coisas. No chão comem eguns.

v As obrigações de chão e cumeeira devem ter uma periodicidade relativa com o movimento da casa.

v Entretanto em todo dia de toque deve ser colocada pelo menos uma canjica na cumeeira. A canjica calçada com quiabos é ótima opção (ver receitas)

v Quando se raspa um total de 7 filhos deve-se abrir o chão e energizar de novo.

v No barracão só existe o Bara do zelador. O nosso Bara fica na nossa casa.

v Kassimba – poço ritual – faz-se obrigações para Nanã no Angola.

v O culto a Oxumarê no poço é de Jeje.

v Jeje não tem Nanã.

v Existe uma Oxum do poço, mas ela precisa ser assentada num poço à parte, quando for o caso.

v O único ogã que joga é o Agoxan

v Logun = Ajaunsi (Jeje)

No Culto Angola os sacramentos são sete:

No Culto Angola os sacramentos são sete:

v MASSANGUÀ – Ritual de batismo de água doce (menha) na cabeça (mutuè) do iniciado (ndumbi), usando-se ainda o kesso (obi).

v 2. NGUDIÀ MUTUÈ – (Bori) – ritual de colocação de forças (kalla (Angola) = aşę = muki (Congo)), através do sangue (menga) de pequenos animais.

v 3. NGUECÈ BENGUÈ KAMUTUÈ – ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de santo.

v 4. NGUECÈ KAMOXI MUVU – ritual de obrigação de 1 ano (kamoxi – dofono – 1); (muvu = ano).

v 5. NGUECÈ KATÀTU MUVU – ritual de obrigação de 3 anos (nguecè = obrigação); (katàtu = 3). Nessa ocasião faz-se o ritual de mudança de grau do santo.

v 6. NGUECÈ KATUNU MUVU – ritual de obrigação de 5 anos – preparação idêntica a 1 ano.

v 7. NGUECÈ KASSAMBÀ MUVU – ritual de obrigação de 7 anos – quando o iniciado receberá o cargo , passado na vista do público, sendo elevado ao grau de Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora).

Obrigação só para rodantes, porque kota (ekedi) e kambondo (ogã) já estão prontos na feitura.

Em Angola quem passa cargo são os enredos de Oxum. Isto é, não é preciso ser filho de Oxum, mas é Oxum quem autoriza aquela pessoa a receber o cargo.

Após 7 anos as obrigações se renovarão a cada ano, com rito de obi ou bori, conforme o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar, e conservar o indivíduo forte, transformando-o em KUKALA NI NGUZU – um ser forte.

v KUENHA KELÈ – sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura (tirada de kele), quando o santo soltará a KUZUELA = ilà.

ORDEM DE BARCO DO CULTO ANGOLA



1° – KAMOXI

2° – KAIARI

3° – KATATU

4° – KAKUANAM

5° – KAKATUNO

6° – KASSAGULU

7° – KASSAMBÀ



TÍTULOS HIERÁRQUICOS



v 1.TATA NKISI – zelador

v 2. MAMETU NKISI – zeladora

v 3. TATA NDENGE – pai pequeno

v 4. MAMETU NDENGE – mãe pequena (há quem chame de Kota Tororò, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida)

v 5. TATA NGANGA LUMBIDO – Ogã guardião das chaves da casa

v 6. KAMBONDOS – ogãs

v 7. KAMBONDO KISABA – ou TATA KISABA – ogã responsável pelas folhas

v 8. TATA KIVANDA – (aşogun) – sacrificador dos animais

v 9. TATA MULOJI – ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças

v 10. TATA MAVAMBU – ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (homem. Zeladora deve ter um, porque mulher não pode cuidar. Mulher só mexe depois que não menstrua mais).

v 11. MAMETU MUKAMBA – cozinheira da casa

v 12. MAMETU NDEMBURO – mãe criadeira da casa (ndemburo = runko)

v 13. KOTA – em outras nações ekeji

Todos os mais velhos, que já passaram de 7 anos mesmo sem dar obrigação, ou que ficaram na casa são também chamados de Kota.

v 14. TATA NGANGA MUZAMBÙ – babalawo – pessoa preparada para jogar búzios

v 15. KUTALA – herdeiro da casa

v 16. MONA NKISI – filho de santo

v MONA MUHATU WÀ NKISI – filha de santo (mulher)

v MONA DIALA WÀ NKISI – filho de santo (homem)

v 17. TATA NUMBI – não rodante que trata de Baba Egun – OJE.

Geral:

Muzenza – dança do iniciado

Uma das modificações quando o santo muda de grau é a posição das mãos. Quando é novo coloca as mãos do lado direito (santo homem) ou do lado esquerdo (santa mulher). Com 3 anos coloca as mãos para trás abaixo da cintura, e depois coloac as mãos para trás acima da cintura.

MONA MUKI AMASE – (dijina) Mona = filho; muki = força; amase = águas

Pedir o nome do orixá:

ORIŞA ORUKǪ = NZAMBI APONGO MARAE KATU MANDARA

DEKÁ – RITUAL SÓ PARA O HERDEIRO DO TERREIRO POR OCASIÃO DE FALECIMENTO DO DONO DA CASA.

CUIA = KIJINGÙ = ǪDUN EJE

CULTURA BANTU